{"id":414,"date":"2022-11-16T10:00:13","date_gmt":"2022-11-16T10:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/guicosta.pt\/?p=414"},"modified":"2023-09-19T09:24:11","modified_gmt":"2023-09-19T09:24:11","slug":"a-confusao-entre-conforto-e-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/a-confusao-entre-conforto-e-seguranca\/","title":{"rendered":"A confus\u00e3o entre conforto e seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h3>N\u00e3o se tratam de quest\u00f5es sobre a liberdade, privacidade, nem recorrer \u00e0 famosa, presumida, cita\u00e7\u00e3o de Benjamin Franklin, porque o foco n\u00e3o \u00e9 esse.<\/h3>\n<p>O foco \u00e9 estrat\u00e9gico. Nas empresas portuguesas o conforto e seguran\u00e7a tornaram-se quase sin\u00f3nimos, principalmente nos tempos conturbados em que vivemos. Por\u00e9m, s\u00e3o, muitas vezes, distantes e antag\u00f3nicos.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de crise temos a tend\u00eancia para recolher, guardar e encolher, \u00e0 espera que a tempestade passe. Pensamos que o conforto \u00e9 mais seguro. N\u00e3o fazemos barulho, porque algu\u00e9m pode ouvir. E n\u00e3o pensamos sequer, que se a pessoa certa ouvir, poder-nos-\u00e1 ajudar.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o entre conforto e seguran\u00e7a faz-me sempre recordar um estimado amigo que me pediu conselhos quando se encontrava, infelizmente, desempregado. Um indiv\u00edduo altamente qualificado e capaz, que se via agora sem saber o que fazer. Dei-lhe ideias, que inclu\u00edam bater portas \u00e0s pessoas certas, escrever sobre o muito que sabia e outras a\u00e7\u00f5es que implicavam iniciativa e j\u00e1 lhe davam o que fazer. Ao ver a sua avers\u00e3o \u00e0s minhas sugest\u00f5es, foi quando surgiu esta an\u00e1lise. Ele, um profissional desempregado, estava a escolher o conforto de esperar que algu\u00e9m lhe enviasse uma mensagem ou aparecesse uma vaga de emprego compat\u00edvel; e julgava essa a op\u00e7\u00e3o mais segura. E claramente n\u00e3o era. O mais seguro seria arriscar, pois iria criar novas liga\u00e7\u00f5es, novas experi\u00eancias, novas oportunidades. Todavia, porque entendemos o risco como algo perigoso escolhemos a conformidade.<\/p>\n<p>Acontece o mesmo com o marketing nas empresas deste setor. Quando queremos atrair a maioria, porque pensamos ser mais seguro (na verdade \u00e9 s\u00f3 mais confort\u00e1vel) \u00e9 porque n\u00e3o queremos estar a correr o risco de escolher um nicho, porque pensamos que \u00e9 mais perigoso. O medo da polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 o que faz as marcas serem cinzentas. Nenhuma decis\u00e3o feita com base no medo trouxe sucesso.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>O SUCESSO EST\u00c1 FORA DA ZONA DE CONFORTO.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este dilema faz-me lembrar o primeiro an\u00fancio de Tommy Hilfiger. George Lois, um lend\u00e1rio publicit\u00e1rio, convenceu em 1986 o, ent\u00e3o, jovem designer a fazer um an\u00fancio, com o pouco dinheiro que tinha, na Times Square. No cartaz ele comparava-se com os melhores designers de todos os tempos. Era apenas copy e sem nenhuma fotografia, pr\u00e1tica que ainda hoje \u00e9 comum na ind\u00fastria da moda. Mas a decis\u00e3o de avan\u00e7ar com o an\u00fancio n\u00e3o foi f\u00e1cil, pois quem era ele, comparado com mestres? Contudo, os resultados dessa polariza\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel catapultaram-no para o mesmo patamar.<\/p>\n<p>O risco, \u00e0s vezes, \u00e9 o mais seguro.<\/p>\n<p>Ao termos um nicho, conhecemos melhor a nossa audi\u00eancia, temos uma mensagem mais clara, definida e um m\u00e9todo de entrega mais eficaz e impactante, e por isso, mais prov\u00e1vel de resultar num maior retorno de investimento.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, o arriscado \u00e9 ser igual aos outros e n\u00e3o fazer nada.<\/p>\n<p>Texto previamente publicado na <a href=\"https:\/\/tnews.pt\/a-confusao-entre-conforto-e-seguranca\/\">TNEWS<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o se tratam de quest\u00f5es sobre a liberdade, privacidade, nem recorrer \u00e0 famosa, presumida, cita\u00e7\u00e3o de Benjamin Franklin, porque o foco n\u00e3o \u00e9 esse. O foco \u00e9 estrat\u00e9gico. 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