{"id":416,"date":"2022-11-16T10:02:21","date_gmt":"2022-11-16T10:02:21","guid":{"rendered":"https:\/\/guicosta.pt\/?p=416"},"modified":"2022-11-16T10:04:48","modified_gmt":"2022-11-16T10:04:48","slug":"5-razoes-para-nao-se-juntar-a-uma-trend","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/5-razoes-para-nao-se-juntar-a-uma-trend\/","title":{"rendered":"5 raz\u00f5es para n\u00e3o se juntar a uma Trend"},"content":{"rendered":"<h3>Uma\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0\u00e9 uma tend\u00eancia, ou at\u00e9 mais precisamente, um movimento popular ascendente. \u00c9, na pr\u00e1tica, a curva de ado\u00e7\u00e3o do utilizador, quando nos referimos \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de novos interesses e produtos.<\/h3>\n<p>Uma\u00a0<em>trend\u00a0<\/em>\u00e9 similar a uma onda numa praia com mar\u00e9 baixa e que eleva primeiro os nadadores mais destemidos e acaba por molhar os p\u00e9s dos que preferem entrar devagarinho na \u00e1gua, mesmo que esta esteja quente. E quem tem a prancha de surf \u00e0 m\u00e3o aproveita para se divertir.<\/p>\n<p>Uma\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0\u00e9 facilmente identific\u00e1vel quando se torna num movimento popular porque \u00e9 carregada aos ombros com palavras de ordem e\u00a0<em>buzzwords<\/em>\u00a0que fazem espalhar a mensagem.<\/p>\n<p>A mais recente<em>\u00a0trend<\/em>\u00a0\u00e9 a do sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A sustentabilidade \u00e9 algo inegavelmente positivo, pois a sua base \u00e9 a do respeito e responsabilidade ambiental, mas vamos analisar quando uma marca n\u00e3o se deve juntar a uma\u00a0<em>trend<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Quando o foco da nossa marca n\u00e3o \u00e9 esse.<\/strong>\u00a0\u2013 A vis\u00e3o da nossa marca deve ser clara, deve traduzir o nosso impacto e os nossos valores. Quando a\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0n\u00e3o se encaixa nessa vis\u00e3o, n\u00e3o devemos tentar for\u00e7ar ou surfar a onda, pois teremos os p\u00e9s mal colocados na prancha e o mais prov\u00e1vel \u00e9 cairmos, e se a onda for grande, h\u00e1 a hip\u00f3tese de nos magoarmos. Existe sempre a vontade de nos juntarmos a uma tend\u00eancia, pois parece que \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 o mercado, mas, se a nossa marca representa algo diferente, iremos estar a comunicar uma marca bipolar com um discurso incoerente. Junte-se \u00e0\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0somente se a sua marca, \u00e0 partida, partilhar da mesma vis\u00e3o e n\u00e3o haver\u00e1 diverg\u00eancia ou mesmo contradi\u00e7\u00e3o com a tend\u00eancia. Se for um hotel, a experi\u00eancia do h\u00f3spede pode, e deve, ter componentes sustent\u00e1veis, como a reutiliza\u00e7\u00e3o de toalhas (para minimizar o impacto de energia e \u00e1gua), a cria\u00e7\u00e3o de uma horta biol\u00f3gica para a utiliza\u00e7\u00e3o do hotel e qui\u00e7\u00e1, criar uma experi\u00eancia de cultivo e cozinha aut\u00eantica. Podemos, e devemos adaptar, mas nunca fazer esse compromisso se n\u00e3o estivermos dispostos a cumprir.<\/p>\n<p><strong>Quando n\u00e3o conseguimos cumprir e comprovar a promessa.<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cFaz aquilo que eu digo, n\u00e3o aquilo que eu fa\u00e7o.\u201d \u00c9 f\u00e1cil de entender, mas \u00e9 mais grave ainda ser confrontado com isso. Muitas marcas conseguem sair imaculadas, mas o esfor\u00e7o e gin\u00e1stica para justificar a hipocrisia de uma afirma\u00e7\u00e3o falaciosa n\u00e3o compensa. N\u00e3o fa\u00e7a promessas que n\u00e3o consegue cumprir, ou que n\u00e3o consegue comprovar. N\u00e3o pense que ningu\u00e9m lhe vai questionar, porque podem n\u00e3o o confrontar, mas a quest\u00e3o vai existir e a critica, mesmo que silenciosa, afetar\u00e1 a sua marca. Junte-se \u00e0\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0apenas quando consegue provar as suas promessas e compromisso, quanto mais espec\u00edfico for, melhor. Aqui o conte\u00fado \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Uma\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0\u00e9 facilmente identific\u00e1vel quando se torna num movimento popular porque \u00e9 carregada aos ombros com palavras de ordem e\u00a0<em>buzzwords<\/em>\u00a0que fazem espalhar a mensagem.<\/p>\n<p><strong>Quando requer investimento que n\u00e3o dispomos.<\/strong>\u00a0\u2013 Os movimentos ou tend\u00eancias requerem adapta\u00e7\u00e3o dos nossos recursos. Existem maneiras de aplicarmos essas mudan\u00e7as de maneira a minimizar o seu impacto financeiro, por\u00e9m, se n\u00e3o est\u00e1 disposto em investir verdadeiramente n\u00e3o valer\u00e1 a pena faz\u00ea-lo pois ser\u00e1 uma meia-medida, e uma meia-medida s\u00f3 d\u00e1 meio-resultado, na melhor das hip\u00f3teses. Pensa numa\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0como um investimento s\u00e9rio e de longevidade longa, e n\u00e3o como uma moda passageira.<\/p>\n<p><strong>Dependendo da fase em que est\u00e1.<\/strong>\u00a0\u2013 J\u00e1 n\u00e3o me recordo quem o disse, mas dizia que \u201cse j\u00e1 ouvimos falar da\u00a0<em>trend<\/em>, \u00e9 tarde para nos juntarmos.\u201d N\u00e3o partilho deste absolutismo, mas percebo a raz\u00e3o. Isto, porque j\u00e1 n\u00e3o vai parecer aut\u00eantico e n\u00e3o s\u00f3, porque j\u00e1 est\u00e1 numa fase de abrandamento, pois j\u00e1 atingiu o seu pico e toda a gente ouviu falar, e ent\u00e3o o seu investimento ter\u00e1 um retorno bem mais baixo do que aqueles apostaram no seu in\u00edcio. Vejamos o caso das criptomoedas ou da pr\u00f3pria internet. Quem investe primeiro tem um retorno gigante comparativamente a quem adota numa fase tardia. A impossibilidade do c\u00e1lculo da longevidade de uma\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0complica o c\u00e1lculo importante de retorno de investimento, mas por isso temos as primeiras tr\u00eas raz\u00f5es anteriores, pois se a tend\u00eancia \u00e9 naturalmente pr\u00f3xima da sua marca, a sua marca j\u00e1 a representa. Se a\u00a0<em>trend\u00a0<\/em>for algo sociologicamente perene, ainda melhor.<\/p>\n<p><strong>Quando n\u00e3o acreditamos.<\/strong>\u00a0\u2013 Talvez devesse ser a primeira raz\u00e3o para n\u00e3o nos juntarmos a uma\u00a0<em>trend<\/em>, mas est\u00e1 em \u00faltimo lugar porque resume todas as outras. S\u00f3 nos devemos juntar a uma tend\u00eancia quando realmente acreditamos no seu movimento e n\u00e3o s\u00f3 por uma quest\u00e3o de apar\u00eancias. Tornou-se comum as marcas mudarem os seus logos para arco-\u00edris durante um m\u00eas nos seus canais de comunica\u00e7\u00e3o para apoiar o movimento LGBT+, que apesar de trazer relev\u00e2ncia para a tem\u00e1tica chega a questionar as verdadeiras inten\u00e7\u00f5es das marcas.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com o movimento da sustentabilidade e o apelidado \u201cgreenwashing\u201d das marcas que h\u00e1 anos fazem parte do grupo bio-desagrad\u00e1vel, mas que criam a\u00e7\u00f5es isoladas com preocupa\u00e7\u00e3o ambiental, pura e simplesmente para manipular a sua perce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>N\u00c3O CAIA NA DESONESTIDADE \u00c9TICA.<\/p><\/blockquote>\n<p>As\u00a0<em>trends<\/em>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o algo a temer. Marcas suportadas por uma, ou mais tend\u00eancias, s\u00e3o marcas com alto potencial para um r\u00e1pido crescimento. Marcas disruptivas, como s\u00e3o tendencialmente as\u00a0<em>trends<\/em>\u00a0(perdoe-me o pleonasmo), como foi a Apple, que se apoiou na\u00a0<em>trend\u00a0<\/em>da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e da\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0anti-sistema, ou imaginemos agora uma marca que se apoia na\u00a0<em>trend\u00a0<\/em>da sustentabilidade e a da De-Fi ou da digitaliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos tradicionais. Mas todas as marcas que se apoiam numa\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0devem cumprir com as suas promessas, com uma vis\u00e3o partilhada e sentido de miss\u00e3o bem fundamentado.<\/p>\n<p>Antes de surfar a\u00a0<em>trend<\/em>, certifique-se apenas que est\u00e1 bem apoiado na prancha, se esta tem cera e se n\u00e3o est\u00e1 demasiado junto \u00e0s rochas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto previamente publicado na <a href=\"https:\/\/tnews.pt\/5-razoes-para-nao-se-juntar-a-uma-trend\/\">TNEWS<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma\u00a0trend\u00a0\u00e9 uma tend\u00eancia, ou at\u00e9 mais precisamente, um movimento popular ascendente. \u00c9, na pr\u00e1tica, a curva de ado\u00e7\u00e3o do utilizador, quando nos referimos \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de novos interesses e produtos&#8230;.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":347,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[15,6,11,10,7],"class_list":{"0":"post-416","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-opiniao","8":"tag-estrategia","9":"tag-marketing","10":"tag-portugal","11":"tag-trend","12":"tag-turismo"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=416"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/416\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":420,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/416\/revisions\/420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/guicosta.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}