Como Definir um Preço?

Tem alguma dificuldade em definir o preço do seu produto/serviço? Não está sozinho. Não é fácil, mas é simples.

Para definir o preço temos primeiro que definir o custo. Porque

Preço = Custo + % de Lucro

Porém, recorrentemente, o custo não é totalmente contabilizado. Para isso, temos que contabilizar os seguintes fatores:

Matéria-prima

Pode ser desde matéria-prima agrícola a modelos para uma sessão fotográfica. É a base na qual o nosso trabalho transformativo se baseia que tem custos claros.

 

Ferramentas de trabalho

Computador, câmara, software de edição, carro, martelo, etc. Recorrentemente não contabilizamos não só a aquisição como a manutenção das ferramentas de trabalho quando definimos o custo.

 

Manutenção do negócio

Renda, utilidades, contabilista, impostos e licenças.

 

Trabalho

Apesar de não acreditar no valor/hora, acredito no valor do trabalho. O maior erro aqui está em valores demasiado humildes. Uma vez dei por mim a pagar mais por hora a um mecânico do que estava a cobrar a um cliente meu.

 

Lucro

O lucro é variável, mas quão maior, melhor. Esta percentagem é onde está o erro, porque, ou não é considerada, ou é pequena demais. Se o lucro não for grande o suficiente o negócio nunca vingará.

Valor e Preço

Ao contrário do preço, o valor criado pela marca é ditado sempre pelo cliente. Ora vejamos:

Porque é que umas sapatilhas da Nike podem valer mais de 1000€?

E valem para toda a gente? Não.

Mas para o público-alvo, sim.

 

Então como é que isto acontece?

 

O valor é ditado pelo cliente, mas pode ser aumentado pela marca através do marketing.

Podemos aumentar o valor exponencialmente com dois fatores:

 

Oportunidade – Conveniência

Lugar certo, hora certa. €€

Exemplos:

Café exponencialmente mais caro na praia vs. num café do bairro.
Uma lata de refrigerante mais cara numa máquina de vendas no metro vs. no supermercado.

Associação – Valores

Apela à emoção. €€€

Exemplos:

Boutique Café Nespresso – Experiência de exclusividade, sofisticação, que apela à nossa vontade de comprar um luxo e pertencer a algo exclusivo. Não é por nada que se chama Nespresso Club.

Refrigerantes e pipocas no cinema – Apela à nossa necessidade de manter “tradições” e se estivermos num encontro amoroso, se não comprarmos somos vistos como forretas. E mais uma vez apela à nossa emoção de querer impressionar, de possuir e desfrutar do pequeno luxo.